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A RTP pode vir a ter a sua própria rede para transmitir os seus canais na Televisão Digital Terrestre (TDT), que até agora tem sido emitidos através da rede montada pela PT.

De acordo com a Comissão de Trabalhadores (CT) da estação pública e com um estudo académico da Universidade do Minho, de Sérgio Denicoli e de Mariana Lameiras, "a RTP possuiu uma rede de transmissores que foi construída para a rádio digital terrestre que pode ser adaptada." Uma rede T-DAB que, segundo garante a CT no mesmo estudo, "possui capacidades para receber sinais via satélite e retransmiti-los."

Em declarações ao DN, nem o professor nem a CT precisam qual o volume de custos envolvidos nesta alteração, mas adiantam que esta solução não acarreta mais custos para os lares com TDT. "Vão ser precisos estudos mais aprofundados. A adaptação não é muito onerosa porque a parte mais cara está feita, ou seja, a estrutura da rede está toda montada. Basta transformar um passivo em ativo e, em poucos anos, a RTP pode deixar de gastar com o transporte de sinal o que atualmente paga", afirma Denicoli.

Recorde-se que o presidente da RTP, Alberto da Ponte, declarou em Comissão Parlamentar de Ética, em julho, que "seria muito bom limitar o custo" da TDT, cujo montante estava acima dos seis milhões de euros anuais. "Os indicadores dizem-nos que não é necessário um grande investimento", afirma Camilo Azevedo, porta-voz da CT, que afirma que "o valor é amortizável em poucos anos".

Um engenheiro eletrotécnico especialista em TDT garantiu que "a adaptação da rede pode custar em torno de dez milhões de euros porque mais de 80% dos custos estão pagos." A cobertura da rede, lê-se no documento, chegou "em períodos de teste a 72% do território e a 74% da população". Um valor que, explica o mesmo engenheiro que pediu anonimato, "pode ultrapassar os 80% do território com a multifrequência".

De acordo com o estudo, que o porta-voz da CT disse ter já "enviado ao ministro" adjunto e do desenvolvimento regional, Miguel Poiares Maduro, a adaptação da rede T-DAB pode ser feita em três cenários. Numa primeira possibilidade, transformar a rede T-DAB em rede TDT. Um investimento que "seria reduzido perante a economia que a RTP alcançaria ao não pagar a terceiros". Num segundo cenário, seria possível adaptar a rede "para as transmissões multimédia", incluindo "telemóveis, tabletes, portáteis e autorrádios." Os custos da adaptação "são quase nulos", lê-se. O terceiro cenário seria um híbrido das duas soluções anteriores com possibilidade de "haver serviços interativos". Entre eles, "a possibilidade de serviços de telebanco, sendo que cada instituição interessada em utilizar a tecnologia, seria um potencial cliente para a RTP", descreve o documento.

Fonte: DN

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Paulo Fernandes, presidente do grupo Cofina, quer um canal em sinal aberto na Televisão Digital Terrestre (TDT) e, preferencialmente, em alta definição (HD). O presidente da empresa detém o Correio da Manhã e o canal CM TV (canal exclusivo MEO), garante que a empresa está em condições de "desenvolver um projeto credível e sustentado" em sinal aberto na TDT, "quer a nível de conteúdos, quer a nível da expertise tecnológica".

Em carta enviada à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), o empresário lembra que a CM TV, que criou 80 novos postos de trabalho, difunde diariamente entre 12 e 14 horas de produção própria, em alta definição, totalmente em português. No documento, o gestor manifesta ainda "o desejo de concorrer a futuras concessões de alvará para televisão FTA [sinal aberto], no quadro da TDT", e compromete-se a apresentar "um projeto de interesse nacional, com qualidade técnica, privilegiando a produção nacional e a língua portuguesa".

Paulo Fernandes defende mais canais em sinal aberto e entende que só o "aparecimento de novas propostas poderá continuar a cativar o interesse do público e dos investidores publicitários". Neste contexto, afirma que a empresa é "penalizada na sua concorrência com os restantes grupos media de relevo, porque justamente não possui um canal" em sinal aberto, já que mais de 75% do investimento publicitário em Portugal é feito neste tipo de televisão.

Fonte: CM

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Luís Marques Mendes avançou, no seu espaço de comentário da SIC, que o Governo estará a "estudar a possibilidade de a RTP ter um terceiro canal na TDT".

"Um terceiro canal em sinal aberto na TDT, a partir da RTP Informação, que seja temático, com janelas regionais e eventualmente dando à SIC e à TVI a participação", declarou Luís Marques Mendes, ex-líder social-democrata, no espaço de comentário a seguir ao "Jornal da Noite", na SIC, no sábado passado. Uma iniciativa que poderá ganhar corpo dentro de duas a três semanas, avançou. O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, não confirmou a informação, mas fontes próximas do processo adiantaram que "a proposta de aumento de mais um canal tem sido um dos assuntos discutidos, embora o modelo não esteja completamente definido".

A RTP solicitou recentemente à Entidade Reguladora para a Comunicação Social a possibilidade de aumentar a oferta na TDT com os canais RTP Informação e RTP Memória. Ao mesmo tempo, SIC e TVI também terão pedido permissão para emitir em alta definição em sinal aberto.

Fonte: JN

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Estação pediu à ERC que alargue serviço base para incluir todos os canais de serviço público, SIC e TVI querem emitir em alta definição.

A RTP quer que os seus canais Informação e Memória, que hoje são apenas emitidos nos operadores de televisão paga, passem a fazer parte da oferta base gratuita da televisão digital terrestre - TDT. Para isso, a administração da televisão estatal já pediu à ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social que faça incluir, na definição de must-carry, todos os canais de serviço público. O pedido poderá ter sucesso, uma vez que o ministro da tutela (Miguel Poiares Maduro) está a estudar a possibilidade de aumentar a oferta de canais na TDT.

O must-carry é o conjunto de obrigações, neste caso de distribuição de sinal, que o operador tem de cumprir, pelo que a Portugal Telecom teria de passar a distribuí-los através da oferta gratuita. Porém, não compete à ERC tomar essa decisão, mas sim à Anacom, que terá, através de autorização do Governo, que permitir o aumento da capacidade do espectro destinado ao chamado "multiplexer A", para poder comportar todos os canais, e também redefinir o número de canais.

Já em março de 2012, a propósito de uma proposta do PCP para alargar o número de canais gratuitos na TDT, a ERC com a composição atual emitiu um parecer, votado por unanimidade, em que alega que, "quer por razões de ordem técnica, quer por constrangimentos de índole jurídica [o facto de o processo do quinto canal estar no tribunal], não é atualmente viável a disponibilização, numa base estritamente gratuita de "canais" originariamente concebidos e legalmente habilitados para distribuição" em plataformas de TV paga. Nesse parecer, pedido pelo Parlamento, apontava precisamente os casos do Canal Parlamento - que acabou por integrar a TDT com autorização da Anacom - e dos canais RTP Informação, Memória, África e Internacional, que integram a concessão do serviço público. O projeto de lei do PCP acabou chumbado, com os votos contra dos dois partidos da maioria do Governo e a abstenção do PS.

Esta distribuição de sinal na TDT não é grátis para as televisões. A RTP, SIC, TVI e o Parlamento têm de pagar à PT um valor anual pela emissão do sinal dos seus canais. Isso significa que a televisão pública também teria de passar a pagar pelo sinal dos canais Informação e Memória, já que atualmente a RTP recebe dos distribuidores de TV paga - como MEO, ZON ou Cabovisão - um valor mensal pela emissão dos dois canais. Para o cálculo desta retribuição paga aos canais contribui, por exemplo, o nível de audiências.

Este pedido da estação pública evidencia uma mudança de orientação do Governo. Questionou o gabinete do ministro sobre a possibilidade de a RTP emitir mais canais na TDT há dois meses, há poucos dias o ministro respondeu através da sua assessoria: "No quadro das minhas competências estou a promover um processo de reflexão sobre a possibilidade de aumentar a oferta de canais na TDT."

De acordo com a informação mais recente disponibilizada no site da televisão pública, a RTP Informação teve, em 2011, um custo total de 3,5 milhões de euros, mas registou proveitos próprios - onde se inclui a publicidade e as taxas dos distribuidores de TV paga - na ordem dos 5,77 milhões de euros. Também a RTP Memória, o canal baseado no acervo da estação pública, teve números positivos: registou receitas próprias de 2,17 milhões de euros e custos de 1,67 milhões. Estes são, a par do mobile, as únicas operações com lucros líquidos. O relatório e contas de 2011 da RTP - o último disponível - apresenta um rendimento de 13,7 milhões de euros proveniente da distribuição no cabo. Ao pretender passar os dois canais para a TDT, estes terão de passar a faturar muito mais em publicidade para compensar o que deixam de receber dos operadores de TV paga e o que terá de passar a pagar à PT pela distribuição do sinal de mais dois canais, de modo a que esta troca de plataforma compense financeiramente.

A ERC está atualmente a fazer um estudo sobre o futuro da TDT, tendo o presidente, Carlos Magno, concentrado as audições aos três operadores generalistas, e já pediu um parecer técnico a um especialista externo. "Mais do que analisar os erros do passado, interessa perceber com esse estudo o que se pode fazer a partir daqui", afirmou Carlos Magno há dias, citado pela Lusa, acrescentando que o trabalho "pretende resultar num parecer com uma perspetiva da diversidade na oferta de conteúdos". Já em abril deste ano, num parecer sobre um estudo da Anacom acerca da TDT, a ERC defendeu a "necessidade quer do alargamento da oferta de televisão gratuita no mux A, quer da concessão dos restantes mux que o espectro disponível ainda comporta [e que a PT recusou, já depois de o concurso de exploração lhe ter sido entregue, por a empresa ter a sua própria oferta de TV paga, o MEO], como elemento fundamental do desenvolvimento e competitividade da TDT".

A SIC e a TVI estão entretanto atentas às possíveis movimentações na oferta gratuita da TDT. Depois de terem visto entrar o Canal Parlamento na grelha a 3 de Janeiro, os dois operadores privados fazem agora contas sobre como ocupar o espaço restante. A SIC foi a primeira a dirigir-se à ERC para questionar o regulador sobre se a licença que detém desde 1990 serve para emitir em sinal de alta definição (HD) - começou por ser um sinal analógico, é digital desde há dois anos.O conselho regulador da ERC respondeu que a licença existente não determina o tipo de tecnologia em que a emissão é emitida, pelo que a resposta foi positiva. A SIC questionou também a Anacom, e, segundo apurado, ainda não obteve resposta.

A intenção dos dois operadores é passarem a fazer emissões em alta definição. O problema do mux A, gratuito, é precisamente a capacidade para albergar canais: não há espaço para todos emitirem em alta definição, nem sequer haverá espaço para RTP 1, SIC e TVI terem todas emissões em HD. Estava, aliás, previsto um só canal em HD. A pretensão da SIC e da TVI de emitir em HD será uma estratégia para ocupar o espaço disponível, impedindo assim a entrada de mais operadores.

Fonte: Público

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Várias vezes tem sido afirmado que a TDT que é "oferecida" aos portugueses fica muito aquém das possibilidades técnicas do sistema digital. E não se refere apenas à reduzida oferta de canais de televisão (que deixa mais de 30% do espaço do multiplexador desocupado) ou à ausência das rádios. Várias outras situações colocam-nos na cauda do pelotão da Televisão Digital Terrestre. Por exemplo, causa profunda indignação que quatro anos depois do arranque da Televisão Digital Terrestre a Portugal a televisão pública continue a desperdiçar a possibilidade de transmitir um canal de áudio-descrição nos seus canais. Ainda mais quando tecnicamente é facílimo de fazer e praticamente sem custos!

Atualmente a RTP emite áudio-descrição através da Onda Média da Antena 1, uma solução manifestamente insatisfatória. Devido a insuficiências da rede de emissores, as emissões em Onda média são difíceis de captar e estão sujeitas a inúmeras fontes de interferências, quer de outras emissoras estrangeiras (principalmente à noite), quer por interferências causadas por equipamentos eletrónicos em casa dos próprios ouvintes/telespectadores. Isto seria facilmente ultrapassado utilizando um canal áudio extra nos canais da RTP na TDT. Bastaria um canal áudio suplementar com um débito de 64 a 96Kb/s, portanto com uma utilização de espectro mínima para disponibilizar um serviço de áudio-descrição com boa qualidade técnica. O custo seria irrisório!

Recorde-se que durante os jogos do Mundial de Futebol 2010 a RTP e a SIC emitiram um canal áudio suplementar em que o barulho (ensurdecedor) da Vuvuzela era filtrado. É incompreensível que a áudio-descrição emitida através da Onda Média da Antena 1 não seja também emitida através da TDT. Ainda mais porque a disponibilização de funcionalidades que proporcionem o acesso das pessoas com limitações visuais e auditivas às emissões de televisão está expressamente prevista no título que confere o direito de utilização de frequências! Isto inclui a áudio-descrição e a legendagem (por teletexto e DVB [Digital Video Broadcasting]). Basta os canais requerem à PT Comunicações (PTC) a utilização do espetro adicional.

Em janeiro de 2009 foi criticada a ausência de links de backup na rede de distribuição do sinal da RDP, o que ocasionava falhas sistemáticas de receção em várias zonas do país. Algum (demasiado) tempo depois a RDP acabou por adotar a solução óbvia e passou a utilizar também ligações via satélite. A TSF acabou por seguir o exemplo mais tarde (embora tecnicamente mal implementada). Em março de 2012 foi publicado um extenso post criticando o atraso na utilização do 16:9. Em maio do mesmo ano a RTP anunciou (finalmente) que a RTP 2 iria passar a difundir a sua emissão na integra em 16:9.

Em nome de poderosos interesses, a TDT portuguesa tem sido descaradamente sabotada. O que "lá fora" funciona bem e merece nota positiva dos cidadãos, em Portugal é continuamente marginalizado. A Televisão Digital Terrestre permite aumentar a inclusão de todos os cidadãos, incluindo aqueles com necessidades especiais. Infelizmente, o serviço público de televisão que temos (que tem obrigações especiais perante a sociedade) tem demonstrado pouco interesse em cumprir a sua missão, como tem sido documentado no blogue TDT em Portugal. Como é evidente, ele parece mais empenhado em incentivar a migração dos portugueses para plataformas de televisão por subscrição do que qualquer outra coisa.

É lamentável que os cidadãos tenham constantemente que recordar e pedir aos políticos e àqueles que assumem cargos de responsabilidade em empresa públicas que cumpram plenamente as suas atribuições e defendam o interesse público. Espera-se que não demore muito mais até que aos responsáveis pela televisão pública finalmente decidam disponibilizar a áudio-descrição na TDT.

Fonte: TDT em Portugal

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A Autoridade da Concorrência recomenda mais canais de televisão em sinal aberto, públicos e privados, e nacionais e regionais, na Televisão Digital Terrestre (TDT), e critica a plataforma por se "limitar a replicar" a oferta do antigo sistema analógico terrestre.

Num relatório de 26 de junho sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT), a Autoridade da Concorrência (AdC) conclui que a oferta de canais está "manifestamente aquém das possibilidades" e do "desejável" e que é recomendável avaliar o interesse em "criar condições de preço, eventualmente por via regulatória", que assegurem o acesso à rede de difusão, em particular de entidades locais, de modo a estimular o aumento do número de canais transmitidos em sinal aberto. A AdC recomenda ainda um "aumento do envolvimento" da RTP neste processo, nomeadamente disponibilizando em sinal aberto canais temáticos – apenas disponíveis atualmente na televisão por subscrição – como a RTP Memória e a RTP Informação.

"A oferta de TDT em Portugal está longe de aproveitar as vantagens associadas a esta tecnologia", refere no relatório, destacando a falta de concretização do modelo definido pelo Governo para induzir a migração voluntária para o digital, nomeadamente disponibilizando um 5.º canal, emissões em alta definição e uma plataforma de televisão por subscrição. A autoridade considera também necessário aferir da "efetiva qualidade" do serviço da TDT, de modo a encontrar soluções que permitam ultrapassar as deficiências encontradas e melhorar a perceção dos utilizadores. Fomentar o aparecimento de serviços interativos sobre a plataforma de TDT e reequacionar o interesse da existência de uma plataforma TDT de televisão por subscrição ou a disponibilização de serviços de pay-per-view é também recomendado no relatório.

"Algumas das medidas propostas passam, naturalmente, por alterações do quadro jurídico vigente e beneficiariam da coordenação das entidades com competências nesta matéria, no sentido da implementação de um modelo que concretize as acções que se julguem relevantes", acrescenta. A AdC defende que um verdadeiro sucesso da plataforma de TDT em Portugal depende da materialização de uma oferta de acesso livre que seja apelativa para os utilizadores, assegurando simultaneamente um acesso gratuito e universal à televisão e promotor da inclusão social. "Acresce que uma oferta de TDT nestes termos pode igualmente constituir uma fonte de pressão concorrencial sobre a televisão por subscrição, e sobre as ofertas em pacote assentes neste serviço, com efeitos positivos ao nível dos preços e da qualidade dos serviços prestados, sobretudo em cenários de aumento do nível de concentração no mercado", conclui.

No relatório, a AdC reconhece a TVI como o operador de televisão com maior poder de mercado, a ZON como líder do mercado da televisão por subscrição e a Portugal Telecom (PTC) como o operador que mais cresceu após 2007. Desde 2002 registou-se uma perda de audiências da televisão de acesso livre para a televisão por subscrição, e em particular após 2009, reconhecendo a AdC que a introdução da TDT não parece ter motivado qualquer abrandamento nesta tendência de decréscimo e poderá mesmo ter contribuído para a agravar, pela existência de custos de mudança associados ao processo de transição.

Em Portugal, a exploração comercial da rede de TDT começou formalmente em Abril de 2009, dando início a um período de 3 anos em que coexistiram as emissões em analógico e digital.

Fonte: M&P

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A TDT espanhola é para muitos portugueses uma alternativa aos serviços de televisão por subscrição "oferecidos" pelos operadores nacionais. A TDT de "nuestros hermanos" oferece vários canais generalistas e temáticos, muitos dos quais transmitem programas que em Portugal só estão acessíveis através de televisão por subscrição. É o caso, por exemplo, dos canais Disney Channel, Discovery Max ou MTV.

Em Espanha, mais de 75% dos telespectadores têm apenas o serviço de televisão "gratuito", enquanto em Portugal, apesar da forte crise económica, a situação é sensivelmente a inversa. Não é necessário "puxar muito pela cabeça" para entender porque os números são tão díspares! A televisão que temos foi concebida para não beliscar os interesses dos operadores de televisão por subscrição e dos dois operadores privados. Naturalmente, a pobreza deliberada da oferta da nossa TDT, e a forma como foi implementada, tem fomentado a adesão (legal e ilegal) à televisão por subscrição.

No nosso país, e ao contrário do que aconteceu em Espanha (e em praticamente todo o mundo), não houve dividendo digital para a população. Os cidadãos foram tarde e mal informados em tom de ameaça, tiveram que gastar dinheiro para não ficarem sem televisão e, no caso da TDT, pouco ou nada receberam em troca. Isto aconteceu devido à prevalência de determinados lóbis económicos sobre o interesse público. Os portugueses foram roubados!

O que acontece em Portugal em pleno século XXI, em matéria de política audiovisual, descredibiliza o país, a política e os políticos nacionais. O protecionismo descarado aos operadores existentes por parte do poder é óbvio! Se eu ou você abrir uma empresa ou um negócio qualquer, naturalmente que está sujeito a que a qualquer momento alguém abra uma empresa ou negócio concorrente do seu, que pode até ser na porta ao lado! Você não pode utilizar o argumento que o concorrente lhe vai prejudicar o negócio para o impedir. É o funcionamento do mercado e não há nada a fazer senão tentar ser melhor que os nossos concorrentes. Na TDT espanhola existe concorrência entre os grupos de media nacionais e estrangeiros. No caso da televisão portuguesa (FTA), o mercado não funciona e a regulação também não. É claramente um negócio protegido. Aparentemente, basta a quem já se instalou argumentar que o seu negócio não vai bem (e nunca vai bem, claro) e o poder cede aos seus interesses, sabe-se lá a troco de que favores. E assim continua-mos, desde 1993!

Enquanto noutros países se assistiu (nalguns casos há décadas) ao nascimento de vários canais na televisão Free-To-Air, inclusivamente de televisão regional e local, há vinte anos que Portugal continua parado no tempo. Por exemplo, não tenho dúvidas que os governantes portugueses receiam as televisões regionais e locais! E chegamos ao insólito de haver canais classificados de interesse público, mas serem negados a todos os portugueses e serem utilizados para promover os operadores de televisão por subscrição. Logo, contribuindo para a marginalização da plataforma gratuita (TDT).

Um balanço honesto da introdução da Televisão Digital Terrestre em Portugal deveria originar uma revisão das opções em matéria de televisão e a eliminação dos obstáculos ao livre funcionamento do sector. Perante a indiferença do Governo e do regulador, verifica-se que existe um conflito de interesses insanável entre a atividade de difusão e de fornecedor de serviços de televisão por subscrição. Como já alertei, isso poderá originar a não muito longo prazo o fim da televisão OTA (terrestre) e da própria televisão FTA. Provavelmente é já demasiado tarde, mas se nada for feito Portugal continuará a ser uma anormalidade em matéria de televisão e um péssimo exemplo.

Fonte: TDT em Portugal

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Só este ano, a Deco já recebeu mais de 3 300 reclamações sobre a TDT. O número é muito superior ao verificado desde o início do processo (janeiro de 2011) até ao final de 2012, momento em que a associação de defesa do consumidor tinha recebido um total de 2 225 queixas.

"As reclamações são, em 99%, sobre a má receção do sinal. E muitas estão relacionadas com o facto de os consumidores, após a compra da caixa descodificadora, terem verificado estar numa zona de DTH [satélite], sendo obrigados a gastar ainda mais dinheiro", conta fonte oficial. Aliás, segundo os últimos dados revelados pela Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações), a PT teve de melhorar a cobertura da rede através da instalação de novos emissores ou ajustar a informação "passando de zona TDT para zona DTH", para resolver 35% dos problemas verificados em acões de fiscalização do processo de transição para a televisão digital terrestre. Fonte oficial da Anacom justifica, no entanto, a passagem para o satélite com o facto de "os modelos teóricos de cobertura não serem 100% precisos e de só se conseguir aferir com exatidão quando se fazem medições no terreno". Nos casos detetados, "a informação teve de ser corrigida".

Mas há portugueses que nem sinal recebem, mais de um ano após o apagão final da TV analógica, que ocorreu em 26 de abril de 2012. São consumidores que "estão a ser obrigados a comprar novas antenas, pois nem sinal recebem", realça fonte da Deco. E acrescenta que ainda há muitos que se queixam de terem sido obrigados "a ceder ao serviço de televisão paga" para poderem ver TV. O aumento do número de queixas em 2013 não surpreende a representante dos consumidores: "Estávamos à espera disto. Com a subida das temperaturas, esperamos muitas mais". Segundo explica fonte ligada ao processo de transição para a TDT, todos os verões há falhas na rede, porque o calor faz com que um sinal que normalmente se propaga a 60 quilómetros ultrapasse as centenas, provocando interferências: "Ou seja, o sinal de um emissor entra na zona de interferência de outros e o resultado é a rede deixar de funcionar. Literalmente, anula a rede". Apesar dos alertas já feitos pela Deco à PT e à Anacom, o organismo que regula o sector das comunicações está confiante de que não haverá um aumento de reclamações com a chegada do calor. "Não é expectável, uma vez que, no último Verão, o sinal analógico já tinha sido desligado e tal não aconteceu".

Do lado do regulador, "o número de reclamações actualmente é muito baixo" e deve-se, em especial, "à utilização de equipamentos inadequados e a problemas nas instalações". Desde o início do processo de transição, em janeiro de 2011, até hoje, a Anacom identificou dificuldades de acesso à TDT em "1 800 utilizadores que, direta ou indiretamente, interpelaram as equipas técnicas" que estavam a monitorizar a rede no terreno.

Fonte: SOL

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A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) emitiu um parecer onde recomenda a criação de "um ou mais canais" para a Televisão Digital Terrestre (TDT), para aumentar a competitividade do segmento televisivo não pago em Portugal.

O parecer, requisitado pela Autoridade da Concorrência, fala na "necessidade de alargamento da oferta de televisão gratuita" como forma de garantir o desenvolvimento da TDT. A acontecer, a inclusão de novos canais terá que ser precedida de concurso público. Segundo o Correio da Manhã, a ERC refere no entanto que a criação de mais canais é uma decisão que deve ser ponderada com cautela já que a RTP, a SIC e a TVI estão a atravessar um período de graves dificuldades. A contração do mercado publicitário tem condicionado os resultados financeiros dos canais que estão ativos. A ERC diz ainda que existem "outras medidas" que podem promover o aproveitamento da TDT, sem especificar quais.

Atualmente Portugal tem cinco canais de televisão digital - além dos já referidos, a RTP 2 e a AR TV têm transmissão em sinal aberto. Vários utilizadores têm criticado a política de transição para TDT em Portugal por ter sido dos poucos países onde não houve um crescimento significativo no número de canais. Portugal é atualmente o país com menos canais na TDT. Em contrapartida Itália é o país com mais emissões em sinal digital, ao disponibilizar perto de 120 canais.

Fonte: Sapo Tek

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Numa entrevista ao jornal Público Pedro Norton, responsável executivo da Impresa, dona da SIC, revelou algumas novidades que a empresa está a preparar e mostrou-se preocupado e desapontado com a TDT.

Sobre os novos projetos, Pedro Norton avançou que a SIC vai avançar com "um canal (...) na área do social", porque é algo que a empresa está a "trabalhar muito bem na SIC generalista e que estava por ocupar nos canais temáticos." "Montámos um projeto, teve aceitação dos operadores. Será um canal aberto na TV paga (...) que vai avançar ainda este ano, no último trimestre, estamos a ultimar a grelha e as contas finais vão depender dela", referiu o responsável. O presidente executivo da Impresa, desde 2012, referiu igualmente que tem mais projetos a ser discutidos com os operadores, mas não os revela porque "daria ótimas ideias aos concorrentes."

Sobre a TDT, Pedro Norton revela que a empresa escreveu à Anacom porque "está preocupada com o facto de a TDT se poder transformar num gueto das TVs tecnologicamente atrasadas. O HD vai ser a muito curto prazo o standard exigido pelo mercado e não faz sentido condenar as TVs generalistas a viver num standard ultrapassado." Instado a comentar se todo o desenvolvimento da TDT visou beneficiar os operadores de TV paga, o CEO do terceiro canal não tem dúvidas em dizer "que esse foi o resultado final" e diz ter "pena que se tenha deixado cair o projeto da TDT paga" porque "teria sido saudável haver uma alternativa."

Por: Grelha TV

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A Anacom divulgou que irá adotar a rede de multi-frequência para as transmissões da TDT. Isto significa que os sinais televisivos serão difundidos em vários canais de frequência e não em apenas num canal.

Afinal é uma boa notícia, pois a medida irá reduzir as auto-interferências e poderá melhorar a qualidade da imagem. O investigador Sérgio Denicoli foi um dos que defendeu a rede de multi-frequência (MFN), pois antes do apagão analógico já era sabido que a frequência única (SFN) iria provocar problemas, o que foi muito benéfico para as empresas de TV paga.

Resta saber se a decisão irá realmente resultar em melhorias, como possibilita a alteração. Mas, quando se trata da TDT em Portugal, tudo é possível.

Fonte: TV Digital em Portugal

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O prazo legal para processar o investigador da Universidade do Minho que apontou indícios de corrupção na implementação da TDT terminou sem que a PT apresentasse queixa em tribunal, ao contrário do anunciado inicialmente.

Sérgio Denicoli foi o autor de uma tese de doutoramento que analisou todo o processo de implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal, concluindo que existiram "fortes indícios" de corrupção e de "interferências políticas e económicas" no processo, que terão levado a Anacom a favorecer a Portugal Telecom. Na altura em que os resultados da tese foram divulgados na imprensa, a PT afirmou que iria recorrer aos meios judiciais "para repor a verdade e defender os seus direitos", mas a ameaça acabou por não ser cumprida.

De acordo com um artigo que o Público publica esta quarta-feira, o investigador da Universidade do Minho viu o seu doutoramento aprovado no dia 30 de outubro, logo o prazo legal de seis meses que a PT tinha para apresentar queixa terminou na semana passada. Sérgio Denicoli não se mostra surpreendido com o recuo da PT, uma vez que "não havia qualquer motivo que justificasse uma ação em tribunal". De acordo com o investigador, os dados apresentados eram resultado de um "exaustivo estudo" sobre a implementação da TDT em Portugal, com base em teorias de "grandes nomes da economia mundial e de um vasto trabalho de observação prática". Além disso, "a PT anunciou a intenção de avançar com o processo antes mesmo de ler a tese", referiu em declarações ao Público, o que o leva a acreditar que o intuito da empresa era "intimidar a academia e agir de forma a censurar o pensamento crítico, a liberdade de expressão". Para o investigador, "houve uma clara tentativa de tentar fazer calar uma voz que trouxe ao debate público questões pertinentes, que colocavam em causa um processo de concessão pública com muitas lacunas obscuras, cujos resultados foram profundamente vantajosos para a empresa em questão e muito danosos para a população".

Refira-se que a publicação da tese de doutoramento de Sérgio Denicoli também deu origem a várias participações na Procuradoria-Geral da República mas não tiveram qualquer consequência, até ao momento.

Fonte: Sapo Tek

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Depois de um estudo da DECO que indicava a existência de zonas do país onde a receção do sinal de TDT era deficitária, a autoridade reguladora quer controlar a qualidade de transmissão.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) vai monitorizar a qualidade do sinal da Televisão Digital Terrestre com 400 sondas e o projeto deve ficar implementado até ao final do ano. O processo implica um investimento de quase meio milhão de euros. A informação foi revelada pela presidente do órgão regulador, Fátima Barros, na comissão parlamentar requerida pelo PSD e pelo CDS-PP e que decorreu a 17 de abril. Um dos pontos de análise da audição dizia respeito ao processo de migração para a TDT e aos números apresentados em fevereiro pela DECO que davam conta que 62% dos portugueses queixavam-se da qualidade do sinal.

O projeto das quatro centenas de sondas vai permitir atestar a qualidade do sinal que está a ser transmitido-recebido e é uma forma de apoiar as equipas que estão no terreno e que medem o sinal da Televisão Digital Terrestre. O regulador nacional para as telecomunicações já tinha admitido que a qualidade do sinal está longe de ser ideal em determinados casos e até abriu uma consulta pública para que fosse feita uma reconfiguração na forma como a TDT é transmitida.

Segundo a agência Lusa, Fátima Barros foi questionada sobre a existência de possíveis pressões que os portugueses tiveram para subscreverem serviços de televisão paga, ao que a presidente da Anacom respondeu que existem limitações para uma possível acusação por causa do baixo número de queixas apresentadas de forma oficiosa.

Fonte: Sapo Tek

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A presidente da Anacom, Fátima Barros, frisou quarta-feira que há espaço para novos canais na Televisão Digital Terrestre (TDT) e que abrirá concurso caso os operadores manifestem interesse.

"A disponibilidade existe, há espaço para novos canais", disse Fátima Barros na comissão parlamentar para a ética, a cidadania e a comunicação. A responsável respondia, assim, à deputada do PS, Inês Medeiros, que a questionou se "dentro do que está licenciado há espaço para sete canais". "Estamos encalhados no problema de instalação, não conseguimos chegar à qualidade da oferta porque ainda não temos o básico", disse Inês Medeiros.

Por sua vez, Fátima Barros explicou que "o número de canais depende do mercado e dos investidores". "Assim que forem solicitados [pelos operadores] abrimos um concurso público", sublinhou na comissão onde foi ouvida a pedido dos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP, sobre o processo de migração para a TDT e as conclusões do estudo da Deco, segundo o qual 62% das casas com TDT tem "problemas de receção do sinal". O vice-presidente da Anacom, José Perdigoto, explicou por sua vez que "há espetro disponível neste momento para um canal HD (alta definição) ou mais três canais SD (definição standard), iguais aos da RTP, da SIC e da TVI", distinguindo entre "a decisão política e a do mercado".

Os responsáveis da Anacom afirmaram já ter tido conversas com vários operadores, mas que estes nunca chegaram a pedir o espetro, pelo que "então não há interesse". Segundo o regulador, a questão nada tem a ver com disponibilidade política, mas com o negócio da televisão e a grande concorrência no pago. "Os nossos operadores de televisão têm dificuldades em termos de receitas. Vão investir em canais da parte da televisão paga porque lhes dá mais receitas. O modelo em sinal aberto é extremamente difícil", concluiu Fátima Barros.

Quanto à licença temporária de utilização dos três emissores adicionais para TDT - Montejunto, Lousã e Monte da Virgem - o regulador lembrou que a decisão sobre a licença definitiva terá que ser tomada até 18 de maio. Adiantou ainda que o sentido provável de decisão prevê que esses três emissores passem a estar integrados na licença de TDT, passando então a definitivos, assim como a instalação de emissores principais noutras faixas de frequências (que não o canal 56) que darão origem a redes regionais. Os dois sistemas estarão a funcionar em simultâneo durante um período experimental. No entanto, se houver problemas na rede, a Portugal Telecom terá de antecipar a instalação destes emissores e começar a fazer a alteração da rede.

Fonte: i

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