Tanto a Optimus como a ZON vão reduzir os orçamentos para o marketing em 2013, numa altura em que estão em pleno processo de fusão. Na conferência "Brand Makers", organizada ontem pela TSF, os diretores de marketing das duas operadoras referiram que há várias hipóteses em cima da mesa sobre o que irá acontecer às marcas após a fusão.

"Temos o desafio de fazer mais com menos", afirmou Leonor Dias, diretora de comunicação de marketing da ZON, admitindo que a operadora irá optar por um "ligeiro decréscimo" no orçamento. Precisamente a mesma linha indicada por Hugo Figueiredo, diretor de marketing da Optimus: a operadora também "vai ter um ligeiro decréscimo." Esta redução acompanha "o decréscimo das receitas", mas defende que a redução "não terá um grande impacto ao nível da visibilidade" da marca.

Com o processo de fusão a decorrer, é incerto o futuro das duas marcas. "Ainda é um bocadinho precoce falar no cenário pós fusão. Neste momento, para as marcas a comunicação mantém-se", explica Leonor Dias. "Nada se altera, tudo continua, mais dinâmico e ainda mais inovador do que é costume."

Hugo Figueiredo, pelo lado da Optimus, admite não fazer "a mínima ideia" do que vai acontecer. "Acho que o importante é que a fusão seja comunicada e as pessoas percebam que existe um novo operador", salientou. "Se a fusão é feita para criar um operador de determinada dimensão, que essa dimensão seja bem comunicada", acrescentou, sublinhando que será um elemento novo de "pressão sobre a Vodafone", o número dois. "A Optimus continua a procurar crescer no mercado móvel. Tudo isto estava no plano estratégico, continua a estar, enquanto não houver alterações continua tudo na mesma e nos grandes combates habituais dentro do território do móvel, onde a Optimus tem uma presença mais forte."

Pelo lado da ZON, Leonor Dias atesta que há vários cenários possíveis para as marcas. "Ou coexistem, ou uma das marcas prevalece ou cria-se uma nova marca", sintetiza. "A fusão é feita para criar uma empresa robusta que vai beneficiar os clientes", diz. Para a responsável, ter de resolver o que fazer com a marca é "um bom problema", porque significa que são marcas bem implantadas.

Já António Carriço, diretor de marketing da Vodafone, considera que a fusão será boa para o mercado. "O facto de se estar já no mercado a comunicar tarifários a que chamamos sem preocupações, ilimitados, o facto de se comunicar cada vez mais de forma articulada as comunicações móveis e fixas, são uma forma de antecipação para o que vai acontecer."

Fonte: Dinheiro Vivo

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