As televisões portuguesas estão a ter um papel fundamental no processo de reestruturação da TPA, a estação pública angolana. "Já tivemos muitas ações de formação com a TVI, algumas pessoas vieram a Portugal para isso, mas nós privilegiamos a relação com todos os organismos fora de Angola que nos possam trazer know-how", contou ao CM Victor Fernandes.

O administrador executivo da TPA recordou o acordo que tem com a RTP e o encontro recente com Alberto da Ponte, presidente da estação. "O que temos com a RTP é uma relação de parceria, que nos permite aproveitar aquilo que é o avanço tecnológico, a formação e todas as valências que a RTP nos possa trazer. Nós também transferiremos algum conhecimento para a RTP, naquilo que são as nossas valências, entre elas um conhecimento de Angola que só a TPA tem."

Há menos de um ano no conselho de administração da TPA, o responsável explica que o canal está a ser alvo de uma profunda reestruturação. "Definimos três eixos para este ano: a reestruturação em termos de recursos humanos, que devem ser adequados à exigência que a televisão vai ter nos próximos anos; a formação das pessoas e, por fim, a renovação técnica e tecnológica da estação", adiantou.

Com cerca de 2300 profissionais, 700 dos quais jornalistas, a TPA está presente em todo o país, mas "padece de algum atraso tecnológico", remata Victor Fernandes, acrescentando que o jornalismo angolano "está a dar os seus primeiros passos" e está a aprender a "conviver com a liberdade de expressão, que às vezes se transforma em libertinagem".

Fonte: CM

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