O ministro português dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, afastou, esta quarta-feira, a ideia de fusão entre a RTP e Lusa, assinalando que os órgãos vão continuar separados, mas a trabalhar na promoção e defesa da língua portuguesa. "Lusa é Lusa, RTP é RTP. Bem separados, bem diferentes, juntos a defender a língua portuguesa", disse Miguel Relvas, quando questionado pela Agência Lusa em Maputo sobre a possibilidade de agregar os dois meios.

Miguel Relvas, que falava no final de uma visita à delegação internacional da RTP na capital moçambicana, garantiu que "para o governo português, a aposta na RTP África e RTP Internacional é uma realidade". De resto, disse, "a administração da RTP está a trabalhar nesse sentido. É para nós decisivo, até porque estamos a falar de uma televisão que é vista não só nos países de língua portuguesa mas em toda África".

Além da reunião com o ministro moçambicano da Juventude e dos Desportos, Fernando Sumbana, o governante português tem agendado vários encontros políticos, mas uma das maiores apostas da visita é explorar com o canal público Televisão de Moçambique (TVM), as possibilidades de "aprofundar a cooperação", nomeadamente ao nível da produção de conteúdos, com ajuda da RTP. Em declarações à Lusa, Miguel Relvas defendeu a necessidade de produção de conteúdos locais.

"Está na hora de valorizar, de apostar mais nos conteúdos produzidos em Moçambique, Angola. Já há muitos conteúdos neste momento produzidos em Cabo Verde. Mas queremos ir mais longe. É uma afirmação da cultura lusófona a existência da RTP África", disse. Destacando o prestígio que a televisão hoje, "em toda África e não só nos países de língua portuguesa", Miguel Relvas garantiu que "a RTP África é uma aposta para o governo, como é para a própria empresa". "A RTP África não é uma televisão de Portugal, é uma televisão de todos aqueles que falam português e de todos aqueles que têm uma visão de proximidade com África. É uma televisão global, que um moçambicano pode sentir-se detentor da RTP-África, como um português o faz, ou um cabo-verdiano ou angolano", referiu.

Fonte: JN

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