Produtores independentes dos 27 Estados-membros da União Europeia partilham do mesmo problema: a exibição dos seus produtos televisivos tem vindo a diminuir, nomeadamente nos canais públicos. Por este motivo, o Parlamento Europeu (PE) quer discutir a importância do serviço público neste mercado.

Um relatório do Observatório Europeu do Audiovisual dá conta de que a exibição de formatos recentes (produzidos há menos de cinco anos) e criados por produtoras independentes desceu em todos os países: de 34,1% em 2009 para 33,8% em 2010.

Ainda assim, em Portugal, e segundo um relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, SIC e TVI têm cumprido a quota mínima de 10% de exibição de produção independente, mas continua a ser a RTP a estação que mais investe nestes conteúdos.

Contudo, a nível europeu, a queda de audiências nos canais estatais levou os produtores a pedirem ao PE para discutir a questão do serviço público. "Constata-se que o serviço público é o que assegura mais diversidade e dá mais trabalho aos produtores independentes. Mas a perda de público está a levar a uma retracção no mercado", explica Susana Gato, secretária-geral da Associação Portuguesa de Produtores Independentes (APIT), acrescentando que o pedido foi feito durante o encontro da Confederação Europeia de Produtores Independentes, na Bulgária. "Os problemas são similares em todos os países. Os canais com serviço público são sobre-dimensionados e têm perdido audiências para o cabo", diz Susana Gato.

A APIT conta actualmente com 21 empresas, quando em 2000 tinha 32.

Fonte: CM

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