Setembro também é mês de estreias nos canais por subscrição, de produção nacional. Mesmo em canais não auditados pela CAEM, que ficam abaixo da 50.ª posição na tabela dos mais vistos.

É o caso do Económico TV, que prepara "a alteração da grelha para o final de setembro", mantendo como horários fortes as 8h, as 12h e o período a partir das 16h. "Quando o mercado abre, temos um bom retorno, tal como quando fecha. Ao meio-dia também se nota um maior interesse dos espetadores pelo canal. A minha perceção é a de que há pessoas que almoçam em casa e, como têm algumas poupanças, pretendem perceber o que se passa", diz ao Raul Vaz, diretor-executivo do canal associado ao Diário Económico. Apesar de a sua audiência não ser contabilizada oficialmente, Raul Vaz salienta que esse posicionamento também traz vantagens. "Não estamos no campeonato em que é necessário chegar aos 1,5 milhões de espetadores da Gabriela, mas temos influência no segmento dos canais focados nos temas de economia e negócios". Prova disso são os mais de 80 comentadores que passam pelo estúdio do Económico TV todas as semanas. Apesar das audiências residuais, o canal emprega 50 profissionais, nas áreas técnica e editorial.

No caso dos canais desportivos, as alterações na grelha começaram no mês de agosto e, na Benfica TV, têm-se mostrado uma aposta ganha. "Começámos a transmitir, em exclusivo, os jogos da equipa B do Benfica, em casa, com resultados muitíssimo positivos", conta Ricardo Palacin, diretor do canal do clube. Além destas transmissões, são os programas especiais em dias de jogo da 1.ª Liga – quando o Benfica está em campo – que mais audiências captam. Entre 1 e 10 de Setembro (dados MediaMonitor – CAEM), o canal conseguiu uma média de 3 800 espetadores, por dia, e 0,2% de share, ocupando o 38.º lugar dos canais mais vistos em Portugal. No entanto, para Ricardo Palacin, os resultados a que o canal tem acesso através do MEO – a Benfica TV também se encontra disponível nos pacotes da Cabovisão e Optimus Clix – são melhores. "Não contesto os dados medidos pela GfK, mas acredito que estamos seguramente mais bem colocados". De acordo com o diretor do canal, as emissões do Brasileirão (campeonato brasileiro de futebol), que se estrearam há cerca de duas semanas, em exclusivo, também farão aumentar as audiências.

Já o Canal Q centra em outubro as suas principais estreias, com um formato original de Nuno Markl e Rui Unas e a segunda série de Paradoxo da Tangência, apresentado por Eduardo Madeira, que começa no dia 1. Mas esta semana deu-se início à nova grelha, com Altos e Baixos, "que pretende parodiar os programas onde se mostram vídeos retirados da Internet, com pessoas a cair e gatinhos a rebolar", conta fonte oficial do canal das Produções Fictícias. Na programação, mantém-se Costeleta de Adão, apresentado por Ana Markl e Vasco Palmeirim, o programa mais visto do Q, desde o início das medições realizadas pela GfK, a 1 de Março.

No caso do Porto Canal propriedade do Futebol Clube do Porto, os novos programas virão acompanhados por uma nova imagem, no final de setembro, data em que começarão as emissões de A Bola TV, em exclusivo no MEO, que arrancou no início do ano apenas via Internet.

Neste mês, começaram também os trabalhos na Correio da Manhã TV, do grupo Cofina, estando os diretores-adjuntos do canal, Carlos Rodrigues e José Carlos Castro, na fase de "delinear a compra de equipamento", refere o último. Segundo o ex-pivô da TVI, para que o canal arranque em março de 2013 "há ainda muito trabalho para fazer", nomeadamente de construção civil. Os temas que ocuparão a grelha "já foram pensados", só os nomes dos programas ainda não estão definidos. "Estamos na fase do brainstorming", conta José Carlos Castro. O jornalista foi contratado pela Cofina, com o objetivo de continuar a apresentar programas de informação. Segundo explicou, será ele o rosto do principal noticiário do canal do Correio da Manhã, que irá para o ar, todos os dias, às 20h.

Fonte: SOL

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