O primeiro-ministro confirmou, a semana passada, que há seis hipóteses em estudo para o futuro da RTP. Para Passos Coelho, "a RTP não vai ficar como até aqui". O fecho da RTP2 está em cinco dos seis cenários de privatização. Pedro Passos Coelho confirmou na entrevista à RTP 1 que há seis modelos em estudo para o processo de privatização da RTP.

"Era importante aprofundar a matéria e ver todas as possibilidades e fazer uma boa decisão no caso da RTP. Por isso, estão a ser estudadas [várias possibilidades]", disse o primeiro-ministro na entrevista, precisamente, na RTP1. Das propostas de privatização, a ser trabalhadas pelos assessores estratégico e jurídico, não há nenhuma que capte a preferência do Governo, segundo assegura Passos Coelho. "Não há uma solução preferencial, clara, nítida". A hipótese da concessão a privados foi anunciada aos portugueses por António Borges, conselheiro do Governo para as privatizações, como sendo "uma hipótese muito atraente sob vários pontos de vista". Seja qual for o modelo a seguir – se for a concessão, é certo que nenhum estrangeiro a poderá receber, segundo disse o primeiro-ministro –, Passos Coelho garantiu que "a RTP não vai ficar como até aqui".

Haverá outra certeza. Ou quase certeza. Das seis opções em estudo (Passos Coelho rejeitou que haja alguma que capta a preferência do Executivo), em cinco delas o encerramento do segundo canal da RTP. Haverá outras questões que se repetem ao longo da maioria dos modelos em estudo: a separação da RTP Madeira e RTP Açores da empresa-mãe. Continuará a haver exposição internacional, não sendo certo se através da RTP Internacional, da RTP África ou de ambas.

Tanto os modelos apontados pelo Governo como o próprio programa de saneamento económico-financeiro (PSEF), já aprovado para 2013, prevê o encerramento de um dos canais (RTP2), mantendo-se o canal de grande audiência (a RTP 1). O primeiro modelo é o da concessão a um privado, que foi revelado por António Borges. O segundo modelo privatiza a RTP 1 e "divide" o serviço público por todos os três privados. O terceiro modelo privatiza a RTP 1, que mantém a prestação do serviço público. O quarto modelo é o único que mantém a RTP 2 depois de privatizar a RTP 1, mas está preterido pelo Governo por ser pouco atrativo para um privado, uma vez que não inclui financiamento público da nova operação privada (ver caixas com detalhe dos modelos).

O encerramento da RTP 2 parece assim inevitável, mesmo que ele inclua a transferência de alguns conteúdos atuais para a RTP 1. Segundo o "Público" já noticiou, o custo da RTP 2 é de cerca de 40 milhões de euros, valor que seria assim poupado. Não se sabe quantos trabalhadores estão afetos à RTP2 mas o próprio PSEF subentendia despedimentos, o que aliás explicava em grande medida a redução dos custos operacionais que havia já sido anunciada, para 180 milhões de euros em 2013. O que ainda não se sabia é que está prevista a autonomização da RTP Açores e da RTP Madeira, que custam cerca de 17 milhões de euros por ano. A ideia do Governo é separar estas atividades da RTP, "entregando-as" à gestão direta das Regiões Autónomas respetivas. Esta transferência, tendo em conta as restrições financeiras nas ilhas, deverá significar uma forte redução da dimensão destas operações, se não mesmo o seu encerramento.

O que parece inegociável é a manutenção de um rede internacional para a RTP, embora não seja claro se inclui os dois canais, RTP Internacional e RTP África, ou apenas um. Esse é aliás um aspecto em que o CDS/PP cisma. Não há ainda referências aos demais canais da RTP, incluindo o cabo (RTP Informação dá prejuízo, RTP Memória dá lucro) e as estações de rádio (que também deverão ser alvo de reestruturação).




Fonte: Negócios

1 comentário:

  1. Gosto mais da primeira e a ultima propostas. Era muito mau ficar so com 3 canais na tdt.

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