O subdiretor da RTP Açores, Sidónio Bettencourt, defendeu hoje que uma melhor televisão açoriana implica um compromisso da Região ao nível "estratégico e financeiro", admitindo existir "vontade política para mudar" depois das eleições regionais marcadas para outubro.

"Para uma melhor televisão açoriana, uma RTP de serviço público dos Açores, é preciso o compromisso da própria autonomia, na sua estratégia e no seu financiamento", afirmou Sidónio Bettencourt, em declarações à Lusa, numa referência ao que deve ser o futuro da RTP/Açores, que assinala 37 anos de atividade na sexta-feira. Nesse sentido, recordou que as quase quatro décadas de vida da RTP Açores "confundem-se com a própria história da Região e da autonomia democrática". A emissão da RTP/Açores foi para o ar pela primeira vez a 10 de agosto de 1975, em instalações provisórias em Ponta Delgada, tendo durado excecionalmente seis horas, já que durante dois meses as emissões experimentais eram de apenas três horas diárias.

Sidónio Bettencourt afirmou estar seguro de que existe agora "vontade política para mudar" as condições de contínuo desgaste da RTP/Açores, que "vive ainda tecnologicamente nos tempos analógicos e que precisa rapidamente de ser redefinida em termos tecnológicos e de modernizar as suas instalações". O subdiretor destacou os compromissos assumidos pelos candidatos do PS e do PSD à presidência do Governo Regional quanto ao futuro da RTP/Açores, considerando que "nada ficará como dantes" depois das eleições de outubro. No mesmo sentido, salientou que a administração da RTP em Lisboa está "empenhada em acompanhar em permanência" os problemas da empresa nas regiões autónomas. "Nós vivemos um tempo em que é preciso muita redefinição, muita cautela, mas também muita certeza. A RTP/Açores precisa de acompanhar os tempos modernos. Não podemos ficar entre um tempo passado, que morre, e um futuro, que não chega", defendeu.

Desde 04 de junho, a emissão diária da RTP/Açores está reduzida a um período entre as 17:00 e as 23:30, num novo modelo que visa reduzir custos. "Tivemos que nos concentrar, trabalhar mais rapidamente e com mais pressão", frisou, lamentando que as alterações introduzidas tenham ocorrido em pleno período de férias, "o que retirou alguma capacidade de mostrar o que gostaríamos de fazer ao nível da informação e da produção". Sidónio Bettencourt defendeu que a televisão nos Açores continua a ser fundamental para unir as ilhas e para mostrar o arquipélago a nível nacional e internacional, destacando especialmente as comunidades de emigrantes açorianos.

A RTP Açores tem atualmente 148 funcionários, dispondo de instalações nas ilhas de S. Miguel, Terceira e Faial.

Fonte: i

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5 comentários:

  1. Pois ao que chegou a RTP Açores, enquanto no continente a RTP vai desperdiçando dinheiro para programas de pouca utilidade a RTP Açores vai ficando no esquecimento com tecnologia ainda do século passado. Enquanto os outros canais RTP já emitem alguns conteúdos em 16.9 a RTP Açores continua a emitir em 4.3 e o pior não é isso são as próprias instalações do próprio canal que por serem tão antiquadas vão apodrecendo com o tempo.
    Mas enfim é o que a RTP Açores tem e que com poucos recursos tecnológicos e financeiros vai ligando as 9 ilhas dos Açores, não como a RTP nacional que com muitos milhões de euros faz programas caríssimos e sem utilidade para as pessoas do continente.Paga ordenados excêntricos a Malatos e a Mendes etc.

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  2. Açores não pertence a Portugal? Acho que sim...
    Então para quê manter um canal regional?
    Eles são mais do que os portugueses continentais para terem um 5º canal?
    Antes de eles terem acesso aos 4 canais nacionais, compreendia-se terem um canal de televisão regional pois seria o único meio áudio-visual naquela região. O mesmo sucede com a RTP Madeira.
    Neste momento aqueles canais deveriam de ser extintos, logo aí poupava-se custos.
    E já agora, porque é que não acabam com a RTP África? Andam os contribuintes portugueses a pagar para os africanos verem televisão em África? Ou pelo menos que fizessem a fusão com a RTP Internacional.
    Já para não falar das rádios que a RTP tem e que são um exagero na minha opinião.

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  3. Ou melhor ainda, porque não fazem uma "TV Açores" com pessoal recém-licenciado no audiovisual? Seria uma maneira de promover o emprego nessa região!

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    1. Pois e é isso que o PS Açores quer fazer se for governo regional o pior é que o governo nacional não vai facilitar a vida ao PS Açores pois entendem que a RTP Açores deve continuar na esfera da RTP e mesma RTP não está interessada em ficar sem os canais regionais.
      Eu como Açoriano sempre defendi que um canal Açores devia ser independente do estado nacional e que devia ter capitais públicos Açorianos e capitais Açorianos privados.

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    2. Concordo perfeitamente.

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