Já foi diretor-geral da TVI. É deputado do CDS. José Ribeiro e Castro é contra a privatização da RTP e diz que deve ser travada até se perceber quem serão os candidatos.

"Acho que há um clima malsão que não é o mais adequado para avançar neste dossier. Já fiz um apelo para que este dossier fosse parado até que surgissem candidatos que deem sossego, entidades cujo rosto se conhece e cuja credibilidade é reconhecida". As palavras são de José Ribeiro e Castro, deputado do CDS e que já liderou o partido, em entrevista ao jornal "Sol". Ribeiro e Castro, que também já foi administrador e diretor-geral da TVI, diz ser contra a venda de um canal. "Não consigo compreender os fundamentos. Se é para poupar dinheiro, seria possível sem vender um dos canais. A razão financeira é pouca".

Para este político, o serviço público pode estar em risco, já que deve ser feito em dois canais, e teme pela qualidade da informação. Por outro lado, acrescenta, "a privatização da RTP vai trazer grande perturbação no setor". Mas acima de tudo Ribeiro e Castro diz que é essencial conhecer-se, à partida, quem são os candidatos. Tal como se soube, antes, quem iria concorrer ao quinto canal. "Porque se não houvesse ninguém interessado ou umas coisas obscuras numas offshores, se calhar o Governo não tinha corrido o risco". Agora, com a RTP "não se sabe se há interessados e quem são". Ribeiro e Castro diz, mesmo, que deve ser travado o processo de venda até que surjam candidatos "que deem sossego, entidades cujo rosto se conhece e cuja credibilidade é reconhecida".

Na entrevista ao "Sol", Ribeiro e Castro ainda defende a coligação governativa PSD-CDS, garantindo que "o CDS está de corpo inteiro na coligação", já que se "isto corre mal, corre mal para todos". Ribeiro e Castro defende o seu líder, Paulo Portas, de quem se diz que passa muito tempo fora do País. "Está sempre no exercício de funções" e "não tenho dúvida nenhuma de que está em contacto permanente com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças e de que as decisões são partilhadas mesmo quando, por razões da sua pasta, não participa em reuniões do Conselho de Ministros".

Fonte: Negócios

Categorias:

Sem comentários:

MEO
NOS
TDT
Comentários
Comentários