Os diretores da RTP não compreendem o cenário do Governo para o futuro do grupo da RTP, avançado esta quinta-feira por António Borges, consultor do executivo para as privatizações, e que prevê o fecho da RTP2 e a concessão aos privados dos restantes canais de serviço público.

Contactos, Nuno Santos, diretor de informação, e Hugo Andrade, responsável pela programação, dizem que foi com "surpresa" que receberam o anúncio deste novo cenário, que contraria a informação até hoje anunciada, de venda de uma das licenças de um canal em sinal aberto.

"Surgiu de uma forma inesperada. Nunca tinha sido colocado em cima da mesa", diz Nuno Santos, salientando que "esta alteração é incompreensível". "Não percebemos os fundamentos, não é mais favorável para os contribuintes", acrescentando que a empresa está a cumprir um "plano de sustentabilidade e de recuperação económica que foi aprovado pelo Governo" e que prevê custos de 180 milhões de euros em 2013.

Hugo Andrade também diz que "foi uma surpresa" o anúncio desta medida, afirmando mesmo que com esta hipótese "o cenário de privatizar uma licença é menos mau". Sobre a hipótese de concessionar o serviço público diz: "Não entendo, sinceramente não entendo. Na prática, esta concessão vai fazer a mesma gestão que estamos a fazer", sublinha.

Andrade refere também que em 2013 a empresa está já preparada para viver sem a indemnização compensatória, transferida do Orçamento de Estado, e apenas com as receitas comerciais e com a taxa audiovisual, que no cenário avançado por António Borges será entregue ao privado que ficar com a concessão.

Fonte: CM

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1 comentário:

  1. Acaba-se a mama e todos os ratos começam aos gritos.

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