Os produtores independentes de televisão defendem uma mudança na lei que obrigue os canais de cabo estrangeiros a ter uma quota de conteúdos produzidos em Portugal e o Executivo de Passos Coelho está receptivo.

"O Governo não só percebeu a situação, como concordou que, provavelmente, será necessário mexer na legislação", revela António Borga, presidente da Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT).

Para o responsável trata-se de uma questão de justiça, porque a actual lei permite situações discriminatórias. "Canais do cabo como a SIC Mulher, por exemplo, estão sujeitos a um sistema de quotas, enquanto os que não são originários do território português, não estão obrigados a incorporar produção local/nacional", diz.

António Borga revela ainda que a realidade portuguesa é quase única, uma vez que na maior parte dos países europeus o modelo é mais equitativo.

A boa notícia, diz, é que já há canais estrangeiros que estão a investir em conteúdos nacionais, entre eles o canal Panda, o Bio e o História. "E a FOX, tanto quanto sabemos, também se prepara para investir em conteúdos de produção nacional. Mas destaco que estes canais fizeram-no voluntariamente, não por imposição da lei", diz Borga.

A APIT tem 19 produtoras associadas, entre as quais a CBV, a SP Televisão e Endemol.

Fonte: CM

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2 comentários:

  1. Não basta a "excelente" programação dos canais portugueses, agora também querem estragar os canais estrangeiros. Vão por um bom caminho...

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  2. Não podia estar mais de acordo com o comentário acima!
    Deixem estar o que está bem e não queiram estragar!
    Aliás o único objectivo é por no cabo aquilo que já pouca gente vê nas generalistas! E porquê? Porque é conhecida a subida da cota do cabo relativamente aos generalistas!

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