A partilha da rede de fibra óptica foi o tema que mais polémica levantou no último debate do Congresso das Comunicações, com o presidente executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava, a afirmar que a empresa não partilhará a rede com outros operadores.

"A rede de fibra óptica é nossa e não temos intenção nenhuma de a partilhar com ninguém". Foi desta forma que Bava iniciou a sua intervenção no Congresso, "respondendo" aos recados que Vodafone – em depoimento gravado – e Optimus lançaram ao longo do debate. António Coimbra, da Vodafone, disse que o acesso às redes instaladas deve ser uma exigência e Miguel Almeida, da operadora da Sonae, falou em "monopólio musculado" ao nível da rede fixa.

O último painel do Congresso das Comunicações, organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), e que decorreu na semana passada na antiga FIL, em Lisboa, debateu o estado da nação na área das comunicações. António Coimbra, Miguel Almeida, Martinho Tojo, da Cabovisão, Pedro Coelho, dos CTT, Rodrigo Costa, da ZON Multimedia, Xavier Rodríguez-Martin, da Oni Communications, e Zeinal Bava foram os participantes no debate.

Durante quase duas horas, os "patrões" das telecoms que operam em Portugal falaram dos desafios que se colocam ao sector, da regulação, de um possível "casamento" entre a ZON e a Optimus, das especulações sobre a venda da Cabovisão e das condições de concorrência quer no sector fixo quer no móvel.

Pedro Coelho, dos CTT, disse que a liberalização do sector onde a empresa opera vai "alterar o paradigma do negócio". António Coimbra afirmou que nas redes de nova geração não há plano que viabilize mais do que duas operadoras. Martinho Tojo considerou que a Cabovisão precisa de começar a capitalizar os investimentos.

Miguel Almeida disse que no fixo não há concorrência e que nesta área "tardam as medidas de regulação". Xavier Martín referiu que em vez de consolidação no sector se vai assistir a "mudanças de propriedade" e que são os private equitys que estão a transformar os operadores. Rodrigo Costa afirmou que há um défice de regulação pois as decisões "são lentas e não entram em algumas áreas". Zeinal Bava argumentou que chega a ser "patética" a utilização do termo incumbência quando se fala da PT.

Fonte: Fibra

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