A DECO vai fazer cem sessões de esclarecimento sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT) em Portugal, para levar a informação aos mais pequenos bairros e aldeias, de modo, a ajudar na tomada de decisões e alertar para situações de despesas desnecessárias.

"Vamos apostar na capacidade de multiplicar esta informação para que chegue às pequenas comunidades, aldeias, centros de dia e bairros, para que as pessoas em concreto tomem as melhores opções e previnam situações de desconforto", disse o secretário-geral da DECO - Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores, Jorge Morgado.

A "lógica preventiva", como lhe chama, visa evitar que alguns vendedores de electrodomésticos se aproveitem dos consumidores fazendo crer que é necessário comprar um televisor novo, quando na maioria dos casos tal não é preciso ou pelos operadores que aliciam as pessoas para a subscrição de televisão por cabo, por exemplo.

Segundo o administrador da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) Eduardo Cardadeiro trata-se de uma parceria com a DECO que visa replicar o modelo das sessões de esclarecimento efectuados pelo regulador nas zonas-piloto e significa "poder ter alguém à frente para responder às suas próprias dúvidas".

Ao todo serão realizadas cem sessões de esclarecimento, das quais cinco por distrito e outras dez em zonas satélite, em duas fases: a primeira no litoral até Dezembro, uma vez que o desligamento nestas zonas ocorrerá a 12 de Janeiro, e a segunda no interior a partir de Fevereiro onde o apagão terá lugar a 26 de Abril.

Para tal, a DECO terá no terreno sete brigadas de engenheiros electrotécnicos e conta com a colaboração de mais de vinte autarquias, além de outras entidades com contacto directo com a população, como juntas de freguesia, técnicos de bairros sociais e dirigentes associativos.

Questionado sobre as dificuldades sentidas nas zonas-piloto, onde o desligamento já avançou, Eduardo Cardadeiro apontou sobretudo "dois sinais": Dificuldade em perceber a informação disponibilizada pela ANACOM, nomeadamente no guia explicativo que todos os portugueses estão a receber em casa, e o adiamento da decisão de compra de um descodificador.

"Não se ganha nada em adiar. Se tivermos milhares de famílias nos dias 12 e 13 de Janeiro a correr às lojas para comprar um descodificador, elas vão correr um sério risco de não haver stock do equipamento que querem comprar. Todos devem fazer já essa migração", alertou Eduardo Cardadeiro, apesar de admitir que tal vai acabar por acontecer e que vai haver quem fique sem televisão durante algum tempo.

O administrador da Anacom lembrou que apenas trinta por cento da população terá necessidade de se adaptar a este processo e sublinhou que não haverá uma zona ou família sem cobertura.

"O sinal está garantido para cem por cento da população. O que existe é que cerca de dez por cento da população não vai receber TDT por via terrestre mas por satélite. A nossa preocupação é garantir uma equivalência técnica e económica e assegurar que o custo dos kits de satélite é igual ao custo médio dos 'kits' da terrestre e que o preço de instalação não é superior ao custo médio da instalação nas zonas onde há sinal terrestre", sublinhou.

Fonte: DN

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