Menos um canal generalista, autonomização de todas as actividades de produção e distribuição através da criação de uma nova empresa, manutenção de algumas das delegações nacionais e internacionais, apostando, em muitas delas, em sinergias com a Lusa e reforço da autonomia dos centros regionais dos Açores e da Madeira, que passam a receber os fundos directamente do Estado. São estes os quatro pilares nos quais o conselho de administração da RTP assentou o Plano de Sustentabilidade económica e financeira da RTP e com o qual acredita que, "com sangue, suor e lágrimas", será possível fazer da RTP um empresa lucrativa já a partir de 2013.

O nova RTP, de acordo com o plano, fica um "canal generalista não residual", ou seja, um canal que tem obrigações de programação decorrentes do serviço público mas que, cumpridos esses pressupostos, disputará as audiências. Isto porque, explica Guilherme Costa, presidente do conselho de administração da RTP, os conteúdos são necessários para alimentar o canal internacional e, por outro lado, seria pouco viável, na opinião da administração, prescindir de 80 milhões de euros de fundos e perder ainda as receitas comerciais. "O esforço que é pedido à empresa para reduzir os custos do Estado teriam muito pouco significado se a RTP tivesse de abdicar não só de qualquer coisa como 80 milhões de euros de fundos correntes e ao mesmo tempo tivesse de abdicar da grande maioria das suas receitas publicitárias. Isso seria absolutamente insustentável", afirmou Guilherme Costa.

A reestruturação da RTP prevê a saída de 300 funcionários, entre televisão e rádio, sendo para tal aberto um novo plano de rescisões amigáveis em meados de Novembro. Para rescisão de pessoal e serviços estão previstos cerca de 30 milhões de euros.

O objectivo é que a operadora de serviço público chegue a 2013 com custos de 185 milhões de euros, menos 80 do que actualmente. Do Estado receberá 150 milhões, sendo os outros 30 de receitas publicitárias. Dos cerca de 80 milhões que se propõe a poupar, 40 estão associados às despesas do canal que será vendido e os restante, em partes iguais, a questões relacionadas com responsabilidades de cooperação estratégica e questões globais de ineficiência da empresa.

O canal a privatizar provavelmente partilhará instalações com a operadora de serviço público, sendo que a empresa de produção que alojará os meios técnicos deverá prestar serviço também aos dois canais, apostando para o efeito em "preços competitivos". O plano apresentado pela administração da RTP não prevê a privatização de nenhuma rádio.

Guilherme Costa não confirmou a permanência deste conselho de administração na empresa após Janeiro, mês em que termina o mandato, nem se o futuro director-geral e editorial da RTP será oriundo do actual conselho de administração.

Com este plano Guilherme Costa acredita que se "salvaguarda a marca RTP e o serviço público" e em simultâneo a empresa contribui do ponto de vista financeiro para minorar os problemas económicos do país.

Fonte: M&P

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3 comentários:

  1. Acho mesmo bem a privatização de um canal da RTP.Privatizem a RTP1 e deixem a RTP2, para mim há muitos anos que a RTP1 deixou de fazer programas de serviço publico. Já a RTP2 faz muitos bons programas e com umas melhorias irá fazer um bom Serviço público de televisão.

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  2. Olá!
    Neste site na secção dos canais apareçe uma grelha,mas quando fui para copiar para o Word para imprimir houve uma atrapalhação,por isso,queria pedir por favor para que passassem essa grelha para uma imagem!Obrigado

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  3. Caro Anónimo,

    Neste endereço (http://www.htm2pdf.co.uk/output/2011/11/e5c73c8d-e1fe-4c1a-a55e-e0b6e2969473.pdf) tens um pdf com a página "Canais" do Grelha TV.

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