Quando assumiu funções em Março, o director de informação da estação pública, Nuno Santos, prometeu "refundar" a RTP N. Agora refere que o novo canal, "substitui com vantagem" o anterior, enquanto garante desse compromisso. "Proximidade", "actualidade", "notoriedade" e "jornalismo de confiança" são os principais ganchos que irão ancorar, a partir do próximo dia 19 de Setembro, a RTP Informação, que mais do que "audiência quer influência", sublinha Nuno Santos.

Para lá da renovação da imagem alicerçada no conceito de globo terrestre – que esteve a cargo da Fuel em conjunto com uma equipa da RTP – e de um leque de novos formatos que irão perpassar a grelha ao longo de 24 horas, o conjunto de notáveis que reforçam o painel de comentadores da RTP Informação constituiu o aspecto ao qual Nuno Santos atribuiu maior relevância no âmbito desta reestruturação. "Introduzimos uma forte componente de notoriedade", por forma "a chegar aos decisores de uma forma independente", realçando que os espectadores se irão identificar com os novos "protagonistas" do canal.

Marinho Pinto, Rui Rangel, Moita Flores, Carvalho da Silva ou Paulo Rangel são algumas das figuras que passarão a marcar presença assídua na antena da RTP Informação. Também Herman José e Rita Ferro irão protagonizar um conteúdo que dará pelo nome de "Moeda de Troika", que não pretendendo ser um espaço de humor, pautar-se-á por "uma abordagem descontraída" e por uma leitura dos factos diferente do convencional. Por outro lado, o humorista Nilton terá um espaço diário nos 5 minutos finais do Grande Jornal, principal bloco informativo nocturno, no qual imprimirá um cunho próprio à actualidade. "10/12", "Jornal do Meio Dia", "Tarde Informativa", "18/20" e "24 Horas" são outros dos novos espaços de informação. Programas como "Justiça Cega?", "Mais Valias" ou "Ordem do Dia", entroncam também as propostas a inaugurar em breve.

"Além de uma mudança formal", enfatiza Nuno Santos, precederam-se também a transformações a nível "de conteúdos, organização e dinâmica". Ora, após "seis meses a trabalhar afincadamente na arquitectura do canal", cujo baptismo decorre do facto de "a informação ser o conteúdo ao qual os portugueses mais associam a RTP", o objectivo, frisa, é que "numa janela de 15, 16 meses consigamos alcançar a SIC Notícias".

O trio de conceitos que alavancará a RTP Informação corresponderão a três momentos distintos: as manhãs estarão mais ligadas à proximidade; as tardes à actualidade; e as noites à notoriedade. Mais do que um canal de notícias a RTP Informação aspira ser um canal de transmissão de "conhecimento e sabedoria". "Queremos ser os preferidos dos portugueses, produzir bons conteúdos e fazer mais e melhor do que a concorrência", prosseguiu o director de informação. "Não esperamos facilidades", até porque o canal "não entrará nos hábitos dos espectadores de súbito", ressalvou, reforçando, porém, o horizonte de se equiparar à líder SIC Notícias.

"A partir da próxima semana passaremos a produzir no conjunto de todos os canais da RTP 47 programas de informação, o que é um sinal da vitalidade do serviço público", faz sobressair o responsável. Aludindo ao forte traço de união entre os centros de produção de Lisboa, Porto e regionais, Nuno Santos esclarece que 55 horas da emissão informativa semanal serão produzidas no Porto e 47 horas em Lisboa, afastando, portanto, a ideia de que a produção será deslocalizada do Norte. O responsável falou ainda da importância da produção externa e do papel que a RTP desempenha nesse contexto.

Nuno Santos assegura que a reformulação do canal não implicou um investimento extra, adiantando, aliás, que foi poupada uma verba de 300 mil euros face ao estipulado, sendo que essa "folga permitiu lançar novos programas". "Estamos preparados para trabalhar com menos", acrescentou ainda.

Por outro lado, relativamente à privatização de um dos canais da RTP e a segurança já veiculada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares com a tutela da Comunicação Social de que quer para o serviço público de televisão uma marca informativa forte, o director de informação comenta apenas tratar-se de uma "coincidência feliz". "Quando começámos a preparar a reestruturação ainda nem as eleições tinham acontecido". O responsável já havia garantido na semana passada, que a nova marca informativa do canal em nada se prende com as decisões do poder político.

Fonte: M&P

7 comentários:

  1. Não sei bem porquês mas só vão mudar o penico e a m.... irá ser a mesma!

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  2. Em Todos os Canais são Sempre Assim... Muda o Simbolo , mas as Caras Feias são Sempre as Mesmas...
    Os Programas São Copiadas por Outras TV´s...

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  3. Aposto que pagaram uma fortuna para rodar 45º o logo da RTP e escrever informação... E nós é que pagamos...

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  4. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  5. Não gostam do canal? Não vejam. Eu só me queixo daquilo que gosto, daquilo que não gosto, passa-me ao lado. Mas isto sou eu.

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  7. Então Anónimo a Carapuça Serviu-te...

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