Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing, escreveu esta terça-feira no Diário de Notícias para explicar que é a favor da privatização da RTP 1, mas que não está na corrida para ficar com o canal do Estado.

Nuno Vasconcellos não escolhe meias palavras para explicar a posição que tem em relação à RTP. "Primeiro, a Ongoing é a favor da privatização da RTP", "segundo, a Ongoing não vai à privatização da RTP".

No artigo de opinião, Vasconcellos sublinha que a razão para estar fora da corrida a um negócio que, confessa, dá razões a quem está no meio "para sorrir", é simples: "A televisão da Ongoing é a SIC".

Por isso, Vasconcellos anuncia a decisão da empresa a que preside: "Enquanto formos accionistas da Impresa (…), não vamos participar na privatização da RTP".

O CEO do grupo detentor do Diário Económico recorda que a sua participação na Impresa – de cerca de 23% - tem «um peso económico idêntico à do Dr. Pinto Balsemão, mas sem os subterfúgios das holdings em cascata».

De resto, Nuno Vasconcellos não poupa críticas à gestão feita por Balsemão. "A Impresa, no dia em que passar a ser bem gerida, pode e deve ser uma empresa lucrativa, sem que para tal necessite de utilizar formas ardilosas de limitação da concorrência ou de obtenção de benesses por parte do Estado".

O artigo serve também para atacar a posição dos que têm vindo a público defender que a privatização de um canal público de televisão vai ter consequências graves para o mercado publicitário e o sector dos media.

"Há privados que, não sabendo gerir as suas empresas, querem que seja o Estado a assegurar-lhes a sobrevivência", comenta Nuno Vasconcellos que considera "inexplicável" que a RTP custe 365 milhões de euros por ano ao mesmo tempo que "se corta o abono de família" e se corta aos trabalhadores "metade do subsídio de Natal".

«É insultuoso que uns quantos queiram sobreviver, embora mal, à custa de terceiros», escreve o presidente da Ongoing.

Fonte: SOL

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