Ver televisão sem estar agarrado à TV. É isto que a ZON quer por os clientes a fazer, e é por isso que está a preparar uma novidade para os próximos meses.

"O futuro vai passar por deixarem de existir boxes", diz em entrevista Luís Lopes, administrador da ZON. "As boxes vão se tornar software", acrescenta, referindo que a empresa "já tem um produto para isso, que está a ser testado com beta testers e será lançado este ano".

Actualmente, a ZON actua no mercado com diversos modelos de boxes, desde as mais antigas às que são capazes de gravar e têm alta definição. Mas a empresa acredita que o mercado vai avançar cada vez mais rapidamente e não é viável estar sempre a mudar de caixa. "É preciso manter um ritmo de actualização muito grande", adianta Luís Lopes, sublinhando que "a melhor maneira de introduzir mais funcionalidades nos ecossistemas é com software". Senão, refere, "são caixas para trás e para a frente".

O projecto que a ZON está a fazer, em estreita ligação com a Novabase, deverá ser anunciado depois do Verão, em Setembro ou Outubro. "A interface e a encriptação passar a estar em software, o que quer dizer que podem correr certos modelos de televisão, que têm capacidade de processamento, e os computadores todos correm esse software, também os tablets", continua. "O futuro vai passar por pôr a televisão e os canais numa mistura de over-the-top com a virtualização das boxes".

O que quer isto dizer? Que a televisão paga chegará via internet? Mais ou menos. A ZON tem de assegurar aos fornecedores de conteúdos que a encriptação dos conteúdos é total. "É uma questão de direitos", indica Luís Lopes. "Alguns canais não têm problema em reconhecer que a evolução tecnológica permita que as pessoas os possam ver noutros sítios, outros são mais restritivos e querem que o canal seja usado só na box", revela.

"A ZON tem vindo a defender que na verdade as set-top-boxes tenderão a desaparecer e a virtualizar-se", reitera Luís Lopes.

Pedro Afonso, administrador da Novabase, resume a ideia em poucas palavras: "Esqueça a box. Se for preciso haver uma box, há", graceja. "O negócio que está aqui vigente não é o da box, é o do entretenimento na casa das pessoas", remata. 

Fonte: Dinheiro Vivo

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