No último trimestre do ano, começarão a ser conhecidos os primeiros dados produzidos pelo novo sistema de medição de audiências de televisão fornecido pela GFK.

"O concurso chegou a um resultado. Foi homologado por unanimidade no mercado", comentou ao Fernando Cruz, director-executivo da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM). "Houve uma validação tecnológica inicial e só depois foram analisadas as propostas comerciais. A melhor proposta comercial foi a da GFK", diz o responsável da CAEM.

Fernando Cruz não revela o valor do contrato de cinco anos estabelecido com a empresa de estudos de mercado (a contar a partir de 1 de Janeiro do próximo ano), mas admite que o concurso estipulava um tecto máximo de 2,050 milhões de euros, sendo a proposta, apresentada pela empresa liderada por António Salvador, considerada a mais vantajosa do ponto de vista financeiro.

O novo contrato, explica Fernando Cruz, é feito directamente entre a CAEM e a GFK e não, como sucedia até ao momento, entre a empresa prestadora de serviços (Marktest) e os operadores interessados em ter acesso ao estudo. Fernando Cruz não revelou os valores que irão ser pagos pelas partes, mas garante que o timing de fornecimento dos dados do novo sistema mantém-se, apesar do atraso na escolha do fornecedor: 1 de Janeiro de 2012.

A Marktest, empresa que há 13 anos fornecia os dados de audimetria, foi a derrotada neste processo de escolha. Jorge Fonseca Ferreira, CEO da Marktest, adiantou que este assunto será discutido no próximo conselho de administração, remetendo para mais tarde um comentário sobre esta decisão.

A escolha da CAEM, surgiu a semana passada, "três meses depois de termos entregue a nossa última proposta", relembra António Salvador, da GFK. "A decisão não foi fácil, dado o histórico com o fornecedor que até hoje fornecia estes dados", admite António Salvador, facto que levou a um atraso de três meses na decisão, prevista inicialmente para o final do ano passado.

"Não temos um contrato comercial implementado com esta tecnologia [audio-matching]", admitiu António Salvador. Portugal será assim o primeiro país a implementar esta tecnologia, o que foi contestado por meios e agências ao longo deste processo de escolha. Situação que António Salvador desvaloriza. A mudança de sistema, determinada pelo switch-off do sinal analógico de TV para a TDT, "implicaria sempre algo novo", afirma. Ou seja, acrescenta, também o sistema proposto pela Marktest implicaria a implementação de uma nova tecnologia.

Fonte: M&P

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